Desde o "boom" na indústria de tênis de corrida há cerca de 30
anos, a porcentagem de corredores que se machucam a cada ano, permaneceu
praticamente o mesmo.
Portanto, apesar dos avanços tecnológicos e da evolução do
setor, as incidências de lesões permaneceram praticamente inalteradas.
As empresas de calçados fazem muitas promessas e propagandas
nas grandes mídias e fazem muitas promessas como:
“Dispositivos anti-pronação limitam o movimento do pé, reduzindo
o risco de lesões em pronadores excessivos”, ou Dispositivo de amortecedor para
perna anterior e da retro pé reduzem o impacto e risco de lesões etc...
No entanto, há poucas razoes para acreditar que isso seja verdade.
Os últimos estudos sugerem que algo entre 40% e 70% dos corredores são lesionados
a cada ano. E fascinantemente ,em 1989,
um estudo descobriu que os corredores que correm em tênis custando mais de 95 dólares,
na verdade, eram duas vezes mais propensos a se lesionarem do que os corredores
que correram com tênis que custaram 40 dólares.
É claro que é impossível concluir que tênis caros causam lesões,
por que existem outros fatores que não podem ser contabilizados.
Pode-se argumentar que o corredor típico de 2008 é bem
diferente dos corredores da década de 1970, que tendem a serem atletas leves, biomecanicamente
muitos diferentes.


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